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A ARTE RENOVA O OLHAR!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

TARDE VAZIA


Pela janela

Vejo fumaça

Vejo pessoas

Na rua, os carros

No céu, o sol e a chuva

O telefone tocou

Na mente fantasia


Você me ligou

Naquela tarde vazia

E me valeu o dia

Você me ligou

Naquela tarde vazia

E me valeu o dia


Pela janela

Vejo fumaça

Vejo pessoas

Na rua, os carros

No céu, o sol e a chuva

O telefone tocou

Na mente fantasia

Você me ligou

Naquela tarde vazia

E me valeu o dia

Você me ligou

Naquela tarde vazia

E me valeu o dia

Você me ligou

Naquela tarde vazia

E me valeu o dia

Valeu o dia!

Valeu o dia!

Você me ligou

Naquela tarde vazia

Na mente fantasia

Na mente fantasia

Na mente fantasia

Podia ter muitas garotas

Mas você é diferente

Você me ligou

Naquela tarde vazia

E me valeu o dia

Valeu o dia!

Valeu o dia!

Na mente fantasia

Na mente fantasia

Cantando a melodia

Cantando a melodia
(IRA)
-X-
"Só os fortes entenderão!"

É amanhã no CECJ! Imperdível!


"Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser descoberta.”

SOL,PRAIA GRANDE, ARRAIAL DO CABO






QUE NUNCA NOS FALTE ADMIRAÇÃO PELAS OBRAS DO CRIADOR!

LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL



A linguagem é a forma que usamos para nos comunicar uns com os outros. Temos a linguagem oral, escrita e visual, por exemplo, mas todas estas seguem padrões adotados pela sociedade que diferem entre si dependendo da situação ou do ambiente em que o indivíduo se encontra. Atualmente, numa época de modernidade líquida onde as coisas são passageiras e rápidas é bastante comum que façamos uso da linguagem para acompanhar este ritmo.

Por exemplo, quando conversamos com pessoas vindas de lugares diferentes, com outros costumes e outros vícios de linguagem tendemos a absorver certas expressões e até mesmo gírias que acabam tornando-se comum em nosso cotidiano. Entre amigos e alguns familiares é perfeitamente normal que façamos uso destas gírias, falando de forma mais desleixada e, saindo da parte da oralidade, quando conversamos com alguém pelo celular ou computador, através e mensagens de texto, nossa forma de linguagem continua a mesma, fazemos usos de abreviações que não constam na nossa língua e até inventamos algumas palavras. Este tipo de linguagem chamamos de informal.



Já a linguagem formal é aquela que utilizamos em situações que requerem seriedade, é o tipo de linguagem requerida em exames que trazem uma parte de redação como alguns concursos públicos e principalmente o temido vestibular. Ela também é utilizada na oralidade quando temos que lhe dar com alguém mais velho ou de um cargo superior, por exemplo, não se atendo somente à escrita. Imagine você prestes a fazer um discurso, para um auditório lotado, todos prestando atenção em cada palavra que tem a dizer naquele momento, fica claro que o tipo de linguagem a ser utilizada é a linguagem formal. Ou quando temos que enviar uma carta ou um documento.



APRENDA E DIVIRTA-SE...




Vícios de Linguagem

Ao contrário das figuras de linguagem, que representam realce e beleza às mensagens emitidas, os vícios de linguagem são palavras ou construções que vão de encontro às normas gramaticais. Os vícios de linguagem costumam ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte do emissor.



A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social.
E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade.


O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais.


Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma.
Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se:
Variações históricas:
Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulos.
Analisemos, pois, o fragmento exposto:
Antigamente
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio."
Carlos Drummond de Andrade


Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado.
Variações regionais:
São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem.


Variações sociais ou culturais:
Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira.



As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, entre outros.


Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros.


Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto:


Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade


CHOPIS CENTIS
Eu “di” um beijo nela
E chamei pra passear.
A gente fomos no shopping
Pra “mode” a gente lanchar.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que “tava” gostoso, mas eu prefiro aipim.
Quanta gente,
Quanta alegria,
A minha felicidade é um crediário nas
Casas Bahia.
Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.
Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”,
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime.
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger
E também o Van Damme.
(Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 1995.)
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
CLIPE DA MÚSICA



Fonte:
http://aprendererealizar.blogspot.com.br/2015/02/linguagem-formal-e-informal.html

A leitura do ser


A menina ainda mora em mim,
basta-me!


Aline Carla Rodrigues

"Porque Ele decide quem ganha ou perde, não meu adversário."


Quem é o juiz? O juiz é Deus. Por que Ele é Deus? Porque Ele decide quem ganha ou perde, não meu adversário. E quem é o adversário? Ele não existe. É apenas uma voz que discorda da verdade que eu digo.

Denzel Washington

Pensamento do dia:o Senhor é um refúgio seguro!


" E, porque foste um refúgio seguro para o pobre, 
um socorro para o necessitado em sua aflição, 
forte abrigo contra a tempestade 
e sombra revigorante contra o sol causticante; 
quando o sopro das pessoas cruéis é como tempestade conta um muro,e como calor em uma terra árida e desolada. 
Tu silencias o bramido dos estrangeiros; 
assim como diminui o calor com a sombra de uma nuvem, 
assim a canção dos tiranos é silenciada".


Isaías 25.4,5

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

"Condução de vida nos passos de um administrador" - UNIFSJ - ADMINISTRAÇÃO


"Faça com que cada pensamento, cada fato que surgir em sua mente lhe traga proveito. Faça com que trabalhem e produzam para você. Pense nas coisas não da forma como são, mas como poderiam ser. Não pare nos sonhos - crie!"
Robert Collier

Agradeço a oportunidade de vivenciar momentos criativos junto ao curso de Administração da UNIFSJ, em que experimentamos unidos aos docentes e discentes a condução de vida nos passos de um administrador, segundo os experimentos de Richard H.Thaler, premiado com o Nobel da Economia neste ano.

Considerado o pai da “economia comportamental”,através da teoria do nudge, ou como quem diz do ‘empurrãozinho’, este afirma que as organizações são capazes de ajudar as pessoas a decidirem melhor.Basta apenas influenciar o comportamento sem recurso à coação, punição ou qualquer obrigação.
Diante disto debatemos algumas ideias defendidas por ele para obtermos uma condução de vida que nos leve à condição financeira desejável, estipulada dentro da meta de cada um.

1-"Primeiro, nunca subestime o poder da inércia. Segundo, esse poder pode ser aproveitado.”

2-"Se quer encorajar alguém a fazer alguma coisa, faça com que seja simples.”

3-"A maior lição é que, assim que se percebe um problema comportamental, é possível inventar uma solução comportamental para ele.”

4-"As pessoas pensam na vida em termos de mudanças e não de níveis. Podem ser mudanças de status quo ou de expectativas, mas qualquer que seja a forma, são as mudanças que nos fazem felizes ou miseráveis.”


5-"Lembre-se que as pessoas gostam de fazer o que a maioria pensa que é certo. Lembre-se também que as pessoas gostam de fazer o que a maioria realmente faz.”

6-"Não há melhor maneira de construir confiança em torno de uma teoria do que acreditar que não é testável.”

7-"Ao desenvolvermos propriamente os incentivos e os empurrões, podemos melhorar a nossa capacidade de tornar a vida dos outros melhor e ajudar a resolver muitos dos maiores problemas da sociedade. E conseguimos fazer isto protegendo o direito de escolha de todos.”

Portanto,as competências e habilidades desenvolvidas pelo administrador variam muito, já que muitas vezes estão direcionadas as características pessoais, local em que estão inseridos no trabalho, ou até mesmo, a cultura organizacional da empresa.

Ademais, o administrador é um solucionador de problemas, pois se encontra em um ambiente instável e suscetível a um variado leque de problemas. Ele deve atuar identificando-os e apresentar soluções.
Segundo Clement Stone há pouca diferença entre as pessoas. Mas essa pequena diferença faz uma grande diferença. A pequena diferença é uma atitude. A grande diferença é se ela é positiva ou negativa.

Sejamos motivados pelas atitudes positivas, assim como foi demonstrado no vídeo que assistimos.
Foi espetacular estar norteada por pessoas que fazem um mundo melhor.
Abraços, Aline Carla Rodrigues.


"Nunca, nunca, nunca, nunca... desista."



--x--
Obs.: Registro o meu apreço e agradecimento ao mestre Jorge Júnio. Muito obrigada, mais uma vez!

O degrau de uma escada não serve simplesmente para que alguém permaneça em cima dele


“O degrau de uma escada não serve simplesmente para que alguém permaneça em cima dele, destina-se a sustentar o pé de um homem pelo tempo suficiente para que ele coloque o outro um pouco mais alto.”
Thomas Huxley




Motivação, foco e disciplina com planejamento, surpreende-nos o trabalho de Agnes que deseja florir o mundo aos 87 anos


Uma idosa de 87 anos quer florir o mundo com sua pintura!

E não importa onde tenha que subir. (veja fotos abaixo)

Agnes Kasparkova mora em um vilarejo tcheco, na Marávia.

Com sua força física e inspiração infinita ela sai pintando casas de toda a vizinhança: “Eu tento ajudar a decorar o mundo um pouquinho”, diz.

Agnes é aposentada já há 30 anos e, desde então, vem usando boa parte de seu tempo livre com pincel e tintas.

Ela é quem compra as tintas de alta qualidade para que seus trabalhos durem pelo menos dois anos.

A vovó ela usa o tempo livre para pintar desenhos livres à mão, sempre com tema floral.


“Eu só estou fazendo o que eu gosto”, reforça.

História

A artista conta que aprendeu a pintar com uma mulher chamada Manakova e, quando ela faleceu, Agnes decidiu continuar a produzir este trabalho.

Ela conta que não consegue imaginar a vida sem trabalho, seja em casa, no jardim, ou na pintura.

Todo mês de maio Agnes decora as paredes da capela local.


Isso inclui subir em escadas e andaimes, repetimos, aos 87 anos.
Agnes é inspir(ação)!

A pessoa criativa está entre os melhores instrumentos de Deus, por Paramahansa Yogananda


A vida é totalmente impiedosa e faz troça dos deveres autoimpostos. Os compromissos e esforços para satisfazer os desejos, mesmo os meritórios, são instantaneamente cancelados quando chega a morte. Por que dar tanta importância à vida? No entanto, você tem que se manter ocupado mesmo assim; mas não esqueça que a vida é só uma peça. Represente bem o seu papel, mas com o pensamento em Deus. Cumpra seus deveres porque quer agradá-lo. Fugir dos deveres não o salvará, pois não é isso que Deus quer. Ele Próprio está sempre ocupado, administrando o universo em nosso benefício.

Nada poderia ser criado ou realizado por ninguém se não tivesse nascido primeiro na mente de Deus. Somos apenas Seus instrumentos e recebemos o poder de efetuar inovações e modificações tanto para nossa melhoria quanto para a do próximo. Use a habilidade criativa que lhe foi concedida por Deus e que é a base do sucesso. Tente melhorar o que já foi feito, seja o que for. A pessoa criativa está entre os melhores instrumentos de Deus, pois faz melhorias em si mesmo e no que a evolução fez até agora no ambiente terrestre. Deus age por intermédio de tais pessoas inovadoras desejosas de ajudar.


Paramahansa Yogananda

Moradora devolve vida ao bairro com sua arte

Por Redação RPA



Uma cidade cinza é uma cidade sem vida, deve pensar a dona de casa Helena Tavares, uma artista de mão cheia. Há três anos, ela pinta desenhos de flores nos postes, muros e jardins do bairro Ponte São João, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Helena só não pinta mais porque a cidade é grande, já que vontade não falta. “Isso alegra o coração de todo mundo que passa, principalmente das crianças. E não tem nada mais gratificante do que ouvi-las falando que os desenhos estão bonitos”, disse  Helena.

Tudo começou depois que ela pintou o muro e a calçada da sua casa. Os donos de um estabelecimento vizinho adoraram o resultado e perguntaram se ela não toparia colorir seu muro também. Helena ganhou as bisnagas de tinta e mandou ver!


Os pincéis da dona Helena não pararam mais desde aquele dia. “Aos domingos minha alegria não é passear e sim poder cuidar do bairro. Enquanto Deus me der forças vou fazer esses trabalhos”, afirma a artista, que ganha todas as tintas.

Esse trabalho incrível ganhou a admiração e o respeito dos moradores do bairro. “Eu nunca vi isso em cidade nenhuma. É um trabalho importante em prol do visual da Ponte São João. Ela revigorou uma praça que estava cheia de lixo. A capacidade dela é incrível”, elogiou o morador Joel Lanza. Outro morador completa: “Ela é muito corajosa e talentosa. Faz trabalhos maravilhosos”.



Mas, dona Helena não domina apenas o uso dos pincéis. Ela toca violão e também canta no coral da Paróquia São João Batista, nos finais de semana. E, além de deixar o bairro mais bonito, ajuda idosos solitários e carentes de atenção.

“Lavo louca, roupa e dou atenção para os idosos do bairro. Tem uma senhora de 92 anos que mora aqui perto e ela lembra a minha mãe. Toda semana lavo as roupas dela. E lavo na mão. Não quero saber de tecnologia. Aprendi a lavar em tábua e hoje tenho dois tanques de cimento. Não preciso de mais nada”, finaliza.



Fotos: Fabiano Maia

O poder de transformação da música realizado pelo projeto Ação Social através da Camerata Jovem do Rio de Janeiro


O conjunto de favelas do Alemão é um dos maiores complexos da cidade, e também um dos mais violentos. Existe um som feito lá dentro, que é bastante conhecido, o som das trocas de tiro. Mas o que muita gente esquece é que lá dentro existem muitos outros sons.

Antes que se diga orquestra, vamos deixar claro: Camerata. Camerata Jovem do Rio de Janeiro. “O projeto se chama ‘Ação Social pela Música do Brasil'. Já existe há 22 anos. Nós iniciamos esse projeto para educar centenas de crianças e adolescentes através da música clássica”, explica Fiorella Solares.

São ao todo 900 alunos de diferentes favelas do Rio. A maioria chega ali trazendo nos ouvidos sons característicos. E o preconceito, soa como?

“Tinha um PM de cada lado. Foi pedido pra que eu desembarcasse. Meu case do instrumento foi a primeira coisa, ‘vamos abrir isso aí”, relembra um aluno.

Tem ainda o som do silêncio. “Eu ja perdi primos que se envolveram com o tráfico e já morreram. Já perdi uns 3 primos. É muito triste”, lamenta o aluno Renan de Paula de Conceição.

O projeto oferece aulas de teoria e prática musical. Os mais avançados vão para a Camerata. São jovens virtuoses aprendendo e ensinando os valores da virtude.

“Tem como você vencer através da música. Tem como você ser uma pessoa do bem através da música”, afirma Renan.

Agora, esses meninos estão se preparando para viver os dias mais incríveis da vida. Na semana que vem, a Camerata embarca pra uma série de apresentações na Europa.

“Por exemplo, na Holanda. o grupo foi convidado pra tocar na sala dos espelhos do Concertgebouw, em Amsterdam. Essa sala é conhecida como a melhor sala de concertos do mundo”, explica Fiorella Solares .


Catorze jovens talentos de diferentes comunidades do Rio de Janeiro vão realizar um sonho: se apresentar em espaços consagrados para a música clássica, na Europa. O repórter Danilo Vieira acompanhou o último ensaio antes da viagem. A Camerata Jovem da Ação Social pela Música é composta por 14 jovens com idades entre 14 e 20 anos, eles são moradores de diferentes comunidades do Rio de Janeiro, como o Complexo do Alemão, Morro dos Macacos, Pavão-Pavãozinho e Morro da Babilônia. Eles iniciaram o contato com a música apenas há 5 anos no projeto Ação Social pela Música do Brasil, e já se apresentaram em espaços consagrados para a música clássica como a Cidade das Artes, Theatro Municipal, universidades e centros culturais entre tantos outros.

Pensamento do dia: sacia o sedento e satisfaz plenamente o faminto.


"Deem graças ao Senhor por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens,
porque ele sacia o sedento e satisfaz plenamente o faminto."

Salmos 107:8,9

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Excelente texto da Professora Ivana Ferrante Rebello - Quero uma fita amarela!







"Quero uma fita amarela, linda e brilhante, gravada com o nome da professora que morreu para salvar seus alunos. 
Quero uma fita bem amarela, tremulando ao sol do Norte de Minas, para cada criança que partiu, antes da hora. Quero uma fita amarela para toda mãe que sai para trabalhar, com o coração apertado, ao deixar seus filhos na escola. 

Quero uma fita amarela nos cabelos da jovem professora que planejou durante toda a semana suas aulas, mas não sabe se o salário será depositado em dia.

 Quero uma fita amarela nas mãos da servente que prepara a merenda de cada menino e menina, que brincam no pátio. 

Quero uma fita amarela para o professor que levou um murro do aluno.

 Quero uma fita amarela, de ouro, para os alunos de licenciatura que ainda acreditam. 

Quero uma fita amarela e mimosa para a adolescente que tira nota máxima na redação. 

Quero uma fita amarela para os meninos especiais que frequentam as escolas que não estão preparadas para recebê-los. 

Quero uma fita amarela para a escola sem quadro negro, sem carteira, sem apagador, mas que figura nas estatísticas do governo. Quero uma fita amarela para cada pai que ainda acredita que o melhor que poderá legar a seu filho será uma educação de qualidade. 

Quero uma fita amarela, porque ela é a nova cor da esperança. Deverá arder nos olhos de quem detém o poder e nada faz; deverá amargar na boca de quem sabia e nunca agiu. Deverá irradiar luz e calor para aqueles que amam e fazem de seu ofício um constante desafio. Deverá incomodar quem desconhece. Deverá fortalecer quem padece. Deverá dar forças para quem luta. 

Mas é preciso que ela seja amarrada em cada janela, cada poste, cada árvore. Amarela, como um alerta à nossa pasmaceira. 

Amarela, como uma homenagem à razão, que parece ter se perdido por aí. Amarela como sonhou Van Gogh em seus delírios, para nos lembrar que existe um infinito. Amarela, para nos seduzir com sua luz. E muito, muito amarela, para nos fazer enxergar os incautos. 

Essa fita amarela, que eu quero, haverá de nos lembrar, definitivamente, de que não precisamos de comoção momentânea. Precisamos é de uma política educacional corajosa que tire o Brasil do humilhante lugar que ocupa. Precisamos de governos que distribuam menos comendas e mais oportunidades. 

Precisamos de políticos que troquem a propina pela equação matemática, o discurso pela ética e pela ação construtiva.
 
Precisamos de uma família que frequente a escola. Precisamos de uma criança que brinque de novo. 

Quero uma fita amarela. Grande, brilhante, vaidosa. Porque eu quero substituir o choro pelo riso, a derrota pela vitória, a morte pela vida. 

Chegou o dia dos professores.
 A universidade em que trabalho não comemora. A sociedade não vê. A imprensa não notícia.
Não quero ouvir que ser professor é um sacerdócio, missão ou doação. Não quero ver o rosto da professora cheio de hematomas. Não quero chorar por nenhuma criança morta, porque não houve o zelo necessário do Estado. Não quero ouvir que meu salário está sendo fatiado, desvalorizado, dividido, aviltado. Nem quero presentes. 

Eu quero uma fita amarela bem presente, numa História diferente, de um país diferente, no qual as crianças e as escolas sejam protagonistas.

(Dedico esse texto a cada aluno que já passou ou passará por minha sala de aula)."

Ivana Ferrante Rebello

Rifa - Clarice Lispector


Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconsequente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas...

Clarice Lispector

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